Já há algum tempo que sinto a mudança a crescer dentro de mim. Começou por ser uma centelha muito pequenina, que se instalou cá dentro e ficou.
Podia ter ficado apenas, mas resolveu crescer e multiplicar-se;
De centelha passou a chama,
De chama passou a labareda
E de labareda passou a um fogo permanente que arde cada vez com mais vigor!
E a mudança continua em fase de evolução, mas de forma lenta e quase que misteriosa; revelando-se lentamente, em parcelas ou pequenos fragmentos de idéias.
Todos os dias
aprendo-me um pouco mais,
redescubro-me...
Não acredito em contos de fadas, isto é um ponto acente.
Todos nós, em determinadas alturas da vida, acreditamos que podemos ter o "happily ever after". Wrong!
Isso é um estado que muito poucos alcançam, raridades em vias de extinção. Honestamente, não conheço ninguém, mas acredito que existam algures.
Com este objectivo, profundamente entranhado na nossa existência, passamos toda a nossa vida à procura da nossa alma gémea. Wrong again!
A nossa alma gémea somos nós próprios! Tudo o que precisamos para sermos felizes está ao nosso alcance; ao alcance de compreender uma simples idéia: "Eu sou a pessoa mais importante do meu mundo!".
Sim, eu sei, também precisamos de companhia, os momentos mais importantes da nossa vida não aconteceram em solidão, foram partilhados com alguém. Mas esse nunca pode ser o nosso principal objectivo.
A grande questão aqui é: estou a aprender a conhecer-me a mim mesma, aos meus limites, aos meus princípios... Quero saber lidar com os meus momentos, impostos ou intencionais, de solidão, quero dedicar-me a mim, quero cuidar do meu corpo, quero enriquecer a minha alma... Quero saber amar a pessoa que sou todos os dias!
Não acredito em amores eternos nem almas gémeas, acredito em pessoas certas no momento certo, que pode ser de maior ou menor duração. Acredito que a felicidade é apenas feita de momentos, pois se assim não o fosse, não tinha o brilho nem o sabor que tem...
Aceito a minha condição, aceito a mudança que se faz sentir dentro de mim... mas são momentos de tuburlência interior até conseguir compreender o que sinto e o porquê de o sentir desta forma, encontrando depois um momento de calma... até começar tudo outra vez e perceber que há mais uma descoberta interior no meu horizonte...